MIT (Manufacture Integrated Technology)
Tecnologia para modelação de processos produtivos.
Numa análise superficial poderemos considerar que
qualquer negócio é composto por 3 grandes etapas:
1. Prospecção comercial e processo de venda.
2. Desenvolvimento em produtivo.
3. Facturação e integração financeira e contabilística.
Ao analisar as 3 etapas anteriores verificamos que
o que torna cada negócio específico é a etapa 2, porque a etapa 1 e 3 são na
sua essência iguais independentemente da área de negócio. Facilmente
constatamos esta realidade, por análise dos produtos informáticos existentes no
mercado capazes de resolver a gestão das etapas 1 e 3. Quanto à etapa nº 2
normalmente é necessário desenvolver um programa específico ou recorrer a um
software vertical existente no mercado para o sector de actividade em causa.
Qualquer que seja a solução; o desenvolvimento
especifico ou um pacote vertical têm as suas vantagens e desvantagens como
iremos analisar mais à frente, queremos no entanto salientar agora, que
qualquer das soluções não posiciona o negócio no devido lugar, porque cada vez
mais a parte específica do nosso negócio deve ser a mais valorizada, isto é, o
negócio deve ser cada vez mais centralizado na etapa 2 em termos de gestão e
não na etapa 1 ou 3 como acontece na maioria dos casos. Estamos convencidos que
o sucesso das empresas de implementação de sistemas de informação estará cada
vez mais, directamente relacionado com a capacidade dos sistemas gerirem a
etapa 2 do negócio uma vez que na gestão das etapas 1 e 3 será cada vez mais
difícil marcar a diferença.
Voltando à questão da solução temos 3 abordagens
possíveis:
1. Desenvolvimento à medida. Esta abordagem tem como vantagem o facto da
solução final poder vir a ser exactamente aquela que precisamos. A desvantagem
é que normalmente são soluções de cariz estático e com pouca capacidade
evolutiva. Outra desvantagem é o custo de desenvolvimento frequentemente
demasiado elevado para se obter uma boa solução.
2. Pacote vertical. Esta abordagem tem uma vantagem óbvia, que é a
incorporação do know-how da própria aplicação no nosso negócio. Existem algumas
desvantagens, como a dificuldade de modelar o nosso negócio na aplicação
adquirida e o facto de pagarmos funcionalidades que não iremos utilizar.
3. Modelação de processos produtivos. Sobre esta abordagem falaremos mais
tarde, mas ela terá como objectivo anular as desvantagens das abordagens já
referidas atrás, mais uma outra inerente a ambas abordagens anteriores que é o
facto de ser necessário integrar qualquer uma das soluções com o software de
gestão existente. Esta necessidade torna qualquer uma das soluções, presa das
decisões de evolução do software de gestão comercial.
Modelação de Processos
Produtivos
Todos sabemos que para analisar e controlar
qualquer processo produtivo precisamos de ter em conta 4 fases: Orçamentação,
Planeamento, Controlo do Processo e Análise de Custos/Proveitos. Repare que
qualquer uma destas fases é de execução transparente, ou seja, facilmente
saberemos executar cada uma delas, desde que tenhamos as ferramentas
apropriadas. Ora, aqui é que a coisa se complica, porque vai surgir a tendência
para achar que a execução destas tarefas depende do processo produtivo a
implementar, quando na realidade tal não deveria ser factor de decisão.
Por definição podemos dizer que um processo
produtivo é o conjunto de tarefas que visa atingir um determinado objectivo.
Mas dito desta forma tudo pode ser um processo produtivo:
. A
produção industrial de um móvel
. A produção industrial de uma
camisola.
.
A produção industrial de um carro.
.
A implementação de um sistema de informação.
.
A preparação e execução de uma cirurgia num hospital.
.
O desenho e construção de uma casa.
.
O plano de distribuição de uma empresa de logística.
.
A planificação de um voo comercial.
.
Produção de um vinho engarrafado.
.
A elaboração de um folheto numa empresa de artes gráficas.
.
Elaboração de horários de uma escola.
.
A investigação e desenvolvimento de um medicamento.
. Etc, etc, etc,
…
Como podemos ver, em qualquer sector de actividade
podemos definir processos produtivos. O que os distingue? Se pensarmos em
abstracto verificamos que nada os distingue. Todos são compostos por um
conjunto de tarefas a realizar num determinado período de tempo, em que para
cada uma dessas tarefas deveremos ter recursos disponíveis, podendo esses
recursos serem homens, máquinas, espaço ou material consumível.
É verdade que o que atrás expusemos parece uma
visão simplista de processos produtivos, mas não é menos verdade que a nossa
visão está correcta, então o porquê de ser tão difícil, em Portugal
particularmente, a implementação e controlo efectivo das 4 fases enumeradas no
início deste ponto? Nós temos a resposta que julgamos responder seguramente
pelo menos a 90% dos casos: a falta de
rigor na modelação do processo produtivo. Esta falta de rigor tem
frequentemente haver com a dificuldade de manter actualizada, de forma
rigorosa, a informação.
O GPAC incorpora uma poderosa
tecnologia de modelação industrial designada por MIT (Manufacture Integrated Technology), capaz de
implementar os modelos teóricos de produção, como por exemplo MRPII, JIT,
KANBAN, sem com isso perder a capacidade de flexibilização e alteração do
modelo produtivo em qualquer altura do processo. As árvores GPAC são compostas por sequências de
operações, componentes e consumos, sem qualquer limitação de níveis e com
possibilidade de definir interfaces com o utilizador em tempo de processamento.
Esta tecnologia permite, por exemplo, criar uma nomenclatura produtiva capaz de
ser aplicada a vários artigos em produção, reduzindo, assim, quer o tempo de
implementação quer os custos de manutenção da base de dados sempre quer
surgirem alterações de layout, artigos ou processos.
O planeamento integrado da produção é um forte argumento do GPAC, abrangendo um largo espectro de
funcionalidades: Planeamento de
entregas, Necessidades de stocks, ao nível das matérias-primas,
subsidiárias ou componentes,
Disponibilidade de recursos produtivos (homens/máquina), sendo possível
integrar com a Manutenção industrial,
e Gestão da subcontratação externa e
interna.
O GPAC inclui uma poderosa tecnologia de
scripts baseada em SQL capaz de adicionar novas funcionalidades ao programa ou
redefinir funcionalidades existentes, criar e gerar automatismos, produzir
mapas, gráficos e relatórios de análise e capacitar a integração com outras
aplicações. Estes scripts permitem, por exemplo, gerar ordem de compra
automática aos fornecedores cujos critérios sejam completamente específicos da
estrutura produtiva onde o GPAC está
instalado. É possível escrever um script capaz de gerar automaticamente todas
as ordens e documentação anexa para satisfação de uma carteira de encomendas ou
plano de entregas. Os scripts podem ainda servir de suporte a todo o processo documental
da certificação de qualidade, desde os critérios de recepção de mercadoria até
ao processo de etiquetagem e expedição, passando por todo processo documental
do controlo da produção.